Ontem finalmente fui conhecer o trabalho das meninas da Reserva Importadora, uma importadora jovem e focada em rótulos de pequenos produtores do velho mundo. Sob o comando da sommeliere gaúcha Camila Carboni, Alessandra Pasiani (ex-proprietária da Cachaçaria Angelina) e Daniela de Vitro, elas tem o desafio de se diferenciarem num país com tamanha diversidade de rótulos como o Brasil.

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O trunfo, segundo Camila Carboni, está na busca de vinhos em regiões menos badaladas como Dão (Portugal) e Jumilla (Espanha) e o foco em rótulos de pequena e exclusiva produção.

A apresentação dos vinhos foi no ótimo Rancho Português em São Paulo que proporcionou grandes experiências combinando os vinhos com pratos típicos como bacalhau ao forno e uma chanfana de cordeiro, de loooonga cocção, deixando a carne macia e suculenta.

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Começamos provando o Quinta Mendes Pereira Encruzado 2013, um vinho branco feito da uva Encruzado. De verdade, eu acho que o brasileiro deveria beber mais vinhos desta uva. É um vinho branco de muita personalidade, com aromas bem marcados de frutas brancas como melão e pêra, flores e na boca uma ótima acidez perfeita para acompanhar peixes e frutos do mar. Uma delícia.

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Na sequência provamos o Quinta Mendes Pereira Tinto Reserva 2010 com um belo bacalhau ao forno. Um vinho austero, com aromas discretos de frutas negras e notas de couro e tostado. Na boca se percebe sua grande estrutura, é volumoso, taninos aveludados e acidez equilibrada. Eu que gosto mais de bacalhau com vinhos brancos, me rendi a esse tinto.

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Finalizando os tintos, provei o irreverente Ego Bodegas Marionette 2013, um delicioso espanhol, feito das uvas syrah e monastrell e produzido na região de Jumilla. Seus aromas são intensos e exuberantes de frutas vermelhas, notas de baunilha e café. No paladar os taninos são finos, acidez excelente e apesar dos 14.5% de álcool, forma um conjunto equilibrado. Gostei bastante.

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Fechando a apresentação, experimentei o Cantina Carboni Colheita Tardia Galante 2008, um vinho de sobremesa muito interessante feito da uva Nasco, produzido na Sardenha. Às cegas poderia ser confundido com um Jerez, por causa das notas oxidativas, mas na boca se percebe a doçura não tão intensa e enjoativa como os demais em sua categoria, mas suficiente para combinar perfeitamente com um toucinho do céu. Amém!

Os vinhos da Reserva Importadora podem ser encontrados em diversos empórios e restaurantes em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Mais informações no site: www.reservaimportadora.com.br