No evento Union des Grands Crus de Bordeaux que relatei aqui, tive finalmente a oportunidade de provar alguns famosos vinhos de 100 pontos segundo Robert Parker e outros.
Independente de qual tenha sido, serviu como uma boa reflexão sobre o assunto, já que há tanto tempo escutamos divagações sobre esse tema.
Tirei algumas conclusões:
- Não senti um prazer maior ou menor em degustar um vinho sabendo que ele tem 100 pontos. Talvez um certo entusiasmo antes de prová-lo, mas só.
- Alguns vinhos que provei eu daria facilmente 100 pontos, mas ironicamente, estes estavam longe dos 100 pontos segundo X ou Y crítico.
- Eu já desconfiava, mas o fato acima me fez ter a certeza absoluta que a análise de um vinho é totalmente subjetiva e individual.
- Determinar uma única nota a partir da análise de várias pessoas, não faz o menor sentido. Não se pode criar uma média com opiniões tão diferentes.
- Sistema de notas e pontuações ajudam muito mais o mercado a vender o vinho para um consumidor desavisado, do que fornecer a ele, um vinho que de fato lhe agrade.
- 90 pontos é o novo 85 pontos, ou seja, um vinho bom, nada de excepcional.
- Continuo confiando no meu paladar. Só eu sei o que é bom para mim.
Beba vinhos, não beba pontos.
